Fadado ao insucesso

Gostaria de ser aquilo não sou!
Por que não consigo!?
O porque jaz junto com o sangue derramado
naqueles fatídicos dias de minha infância.
O meu medo, companheiro de tantos anos.
A minha angústia, mãe de todos as horas.
O meu pessimismo, filho prodigo incesseparável.
E um eu impossível e improvável.
Habitam o fundo do saco e gritam em minha mente.
Fustigando o fraco e impontente ego.
Que já abalado por tantos outros conflitos, se retrai.
Neste embate um desvalhido surge
Um eu!
Eu!
O insatisfeito e velho jota.
Até quando aguentarei ser essa criatura?
Nem eu mesmo sei!
Mas prefiro fingir que próxima semana eu serei
Aquilo que sempre quiz ser.

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